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21 de Fevereiro - Dia Internacional da Língua Materna - Robertson Frizero

Robertson Frizero

Escritor, tradutor, dramaturgo e professor de Criação Literária

Até que ponto a tradução pode preservar a cultura linguística do texto literário, questiona a revista eletrônica do Departamento de Cultura de Sharjah, nos Emirados Árabes Unidos

Transferir o significado literal de um idioma para outro, mas também transmitir o efeito do texto e o mesmo sentimento aos seus destinatários no idioma de destino. É, justamente, porque a língua é o porta-voz oficial da cultura, o tradutor de textos literários deve estar familiarizado com a cultura da língua de origem tanto quanto a cultura da língua de chegada para poder conhecer as sutis diferenças entre elas. Como a tradução criativa leva a um novo texto que pode ser mais criativo, até que ponto ela pode preservar a cultura do texto literário traduzido.

Neste reportagem publicada originalmente em árabe, a revista revista eletrônica do Departamento de Cultura de Sharjah, nos Emirados Árabes Unidos, convidou uma série de escritores para debater o tema, incluindo Robertson Frizero, que teve sua obra Longe das aldeias, publicada nesta idioma.

Robertson Frizero: O carinho e o entusiasmo dos leitores do meu romance em árabe mostram que a tradução cumpriu perfeitamente o seu papel

Retrato Robertson Frizero
Imagem: Arquivo pessoal/Instagram

Livros traduzidos de línguas estrangeiras chegaram até nós e chegam – no mundo árabe – todos os dias, então como seus escritores leem sua tradução para o árabe? Sobre esse aspecto, obeserve o que Robertson Frizero, escritor brasileiro, afirma sobre o tema.

Penso a tradução como uma nova criação literária a partir do texto original. Para mim, o tradutor é outro escritor, é meu parceiro literário que refaz minha obra com o olhar de uma cultura que não conheço muito e de uma língua que não domino. Nesse sentido, meu respeito pelo tradutor é enorme. Também sou tradutor no Brasil de inglês e espanhol. A tarefa do tradutor, a meu ver, é fazer com que o texto traduzido tenha no leitor o mesmo efeito que o texto original. Para realizar sua tarefa, o tradutor faz mais do que apenas substituir palavras. Ele precisa buscar em sua própria língua e cultura o que pode ser equivalente ao original.

Nesse sentido, o tradutor é um artista e também criador, então vejo que o trabalho do tradutor é indispensável. Não é tarefa do tradutor traduzir o texto literalmente de um idioma para outro, pois os computadores podem realizar essa tarefa por meio de seus enormes bancos de dados, enquanto os tradutores carregam suas emoções e experiências no texto, e essas máquinas nunca serão capazes de fazer isso. que. Tive a honra de ter meu romance (Longe das Aldeias) traduzido para o árabe, e o Sr. Mark Gamal foi escolhido como um excelente tradutor por meus editores no Kuwait e no Iraque – pela Editora Takween. MarK Gamal traduziu grandes nomes da literatura latino-americana para o árabe. Só conversei com ele no final do processo de tradução, pois ele me consultou sobre uma série de informações que originalmente estavam ocultas e precisavam ser incluídas na versão árabe do livro, e concordamos com todas as propostas.

Longe das Aldeias em árabe
Longe das Aldeias em árabe

Os leitores árabes são incríveis! Sinto que eles têm uma verdadeira paixão por livros e literatura. E a cada comentário que leio percebo que são leitores inteligentes, sensíveis, articulados e altamente críticos, e esse tipo de leitor é o sonho de todo escritor. Através da comunicação com muitos desses leitores, percebi o quão precisa e inteligente era a tradução de Mark Gamal, pois ele buscava obter na cultura árabe elementos semelhantes a imagens que não têm sentido a não ser para o leitor brasileiro, e isso não é nada fácil em um romance em que há elementos da religiosidade islâmica e cristã, referências culturais brasileiras e europeias. A tradução de Mark Gamal foi brilhante. A paixão e o entusiasmo dos leitores do meu romance árabe mostram que a tradução desempenhou perfeitamente seu papel como uma ponte entre duas línguas e duas culturas. Os elogios de muitos leitores à linguagem do livro me deixaram completamente confiante no trabalho do tradutor. Não foi por acaso que a versão árabe do meu romance foi finalista do principal prêmio literário brasileiro no ano passado.

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Roberson Frizero é escritor, tradutor, dramaturgo e professor de Criação Literária. É Mestre em Letras pela PUCRS e Especialista em Ensino e Aprendizagem de Línguas Estrangeiras pela UFRGS. Sua formação inclui bacharelado em Ciências Navais pela Escola Naval (RJ). Seu livro de estreia, Por que o Elvis Não Latiu?, foi agraciado pelo Prêmio CRESCER como um dos trinta melhores títulos infantis publicados no Brasil. Seu romance de estreia, Longe das Aldeias, foi finalista do Prêmio São Paulo de Literatura, do Prêmio Açorianos de Literatura e escolhido melhor livro do ano pelo Prêmio Associação Gaúcha de Escritores – AGES. Foi, por três anos consecutivos, jurado do Prêmio Jabuti, da Câmara Brasileira do Livro – CBL.

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